terça-feira, 5 de março de 2013

Noções Fundamentais

Cultura: todo um complexo que inclui conhecimento, arte, crenças, lei, moral, costumes e aptidões que são absorvidos e reproduzidos por um indivíduo
Linguagem: é o meio pelo qual o homem comunica suas ideias e sentimentos, seja através da fala, da escrita ou de outros signos convencionais.
Língua: sistema de comunicação comum a uma comunidade linguística
Linguajar: modo de falar característico de um indivíduo ou de um grupo
Fala: capacidade de exprimir os pensamentos, idéias pela palavra
Código: sistema convencional e bem estruturado que contém símbolos, sinais e regras combinatórias, integrado no processo da comunicação
Comunicação: transmitir, partilhar, trocar diversas informações entre si
Semiótica: estudo dos signos
Valor: significado
Texto: conjunto de signos ordenados para transmitir uma informação contextualizada
Contexto: conjunto de circunstâncias a volta de um acontecimento ou situação
Discurso: conjunto de idéias organizadas por meio da linguagem que carregam um certo valor
Significado: sentido semântico de um signo
Significante: sentido fonemático e gráfico de um signo
Signo: união de Significado e significante
Ícone: signo que tem uma relação de semelhança com aquilo que quer representar
Referente: que se refere a algo
Símbolo: elemento representativo que está no lugar de algo

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Mito: Jutuls e os gigantes das Montanhas

O Jutul é grande e forte, habita as mais altas montanhas onde ricos e preciosos tesouros são encontrados em abundância. Ele é mau por natureza. Odeia igrejas, som de sinos e tem ganância por sangue cristão. Quando uma tempestade está acontecendo ou o redemoinho rodopia entre as rochas, ele se joga contra a montanha fazendo com que os potes e chaleiras vibram, nos quais sua esposa Gyvri (ou Giogra) prepara a comida deles. Por todas as tradições do país se encontra relatos desse monstruoso ser. Marcas de suas pegadas são vistas muitas vezes nas montanhas.


Em Hestmandoe na Nordland (Noruega) há uma montanha que se assemelha à distância a um cavaleiro com um grande manto sobre ele. Esta montanha foi uma vez de um Jutul  que morava no local. Doze quilômetros ao sul, em Lekoe, Nummedal, viveu ao mesmo tempo uma donzela a quem ele jurou amor, mas a moça arrogante - que era hábil em todos os tipos de magia - não só o rejeitou mas transformou todos os seus mensageiros em pedra, que são essas pedras redondas que são vistas até hoje na parte norte da ilha. Exasperado com sua conduta, o Jutul pegou seu arco para se vingar.




A  poderosa flecha voou e passou direto através da montanha sublime chamada Torgehatten, onde ainda se vê um  grande buraco feito pela flecha através da rocha sólida. “Que a palha fique no caminho”, exclamou o Jutul. Sendo afetada por algo em seu vôo, por forçar seu caminho através do Torgehatten, a seta não logrou chegar ao seu destino, mas caiu aos pés da moça do lado norte da Lekoe, onde ainda está na forma de uma pedra enorme e comprida. Por ambos usarem suas magias, acabaram os dois se transformando pedra e assim irão permanecer, olhando um para o outro até o Juízo Final. Mesmo na época atual, um nortista raramente navega sem antes tirar o chapéu para a donzela de Lekoe.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Uma poesia foda de E. E. Cummings, aquele lindo

O poeta americano E. E. Cummings (1894-1962) começou a escrever aos cinco anos de idade. Depois de estudar latim e grego em Havard, dedicou a vida inteira exclusivamente à poesia, ficando conhecido pela forma gráfica inusitada dos seus poemas, fator que diferencia suas poesias das demais. O poema impresso é como a notação da música em uma partitura, realizada pela declamação pública, ou silenciosa. Com Cummings, as coisas jã não são assim. Pela sua disposição gráfica arrojada, o poema se realiza (se atualiza) em algo que se poderia chamar de leitura visual, a qual deve proceder uma montagem capaz de tornar o poema legível - em mais de um sentido - em voz alta ou baixa. Como por exemplo:

"Beautiful


is the
unmea
ning
of(sil


ently)fal


ling(e
ver
yw
here)s


Now"



Já o poema a seguir, é o que eu escolhi para ler na aula:

"já que sentir é primero
quem dá alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca a beijará por inteiro;

em ser inteiramente louco
enquanto a Primavera está no mundo

meu sangue aquiesce,
e o beijo é fado melhor
que a sabedoria
moça juro por todas as flore.        Não chore
-o melhor meneio de minha mente não
vale o bater das suas pálpebras dizendo

nascemos um para o outro:então
sorria,caisa nos meus braços
pois a vida não é um parágrafo

E a morte a meu ver não é um parêntese"



(Tradução: Adalberto Müller)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Notas do documentário “As Origens da Linguagem"

Estarei aqui repassando as informações exatamente do mesmo jeito que está no meu cadernito, do dia em que foi passado o doc.

- Habilidades cognitivas permitiam habilidades linguísticas
- A linguagem não pode existir sem uma idéia abstrata
- A linguagem é algo de ordem social
- A linguagem é um sistema articulado de signos
- O desenvolvimento do cérebro está ligado a complexidade da linguagem
- O controle de gestualização é anterior ao da linguagem e também essencial
- Hemisfério esquerdo do cérebro humano é o responsável pela linguagem
- A fala foi uma adaptação da linguagem manual, até mesmo o reforço dela
- Linguagem é uma questão de classificação, ou seja, atribuir palavras às coisas
- O homem é um ser social exatamente porque é um ser falante

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Mapa conceitual de si

Toda memória despertada por mim no tempo atual que se refere a algum passado meu, seja ele recente ou não, é conectada espontaneamente com algum processo criativo e também, consequentemente artístico. Talvez seja esse o motivo da minha atual escolha em estar integrada nos conhecimentos e estudos da arte e suas diversas expressões.
Meu contato com a arte foi incentivado desde a infância pelo meu queridíssimo pai, arquiteto atuante com alma de artista, e patrocinado atualmente pela minha mãe.
Nasci em Brasília e sempre morei aqui. Amo assumidamente minha cidade, apesar de várias dificuldades relacionadas à repercussão e valorização da arte dentro da sociedade e no mercado de trabalho. Creio que isso vem de um patamar muito maior, nacional mesmo, e que só será corrigido com uma bela reeducação cultural, mas enfim...
Me considero alguém que vive numa época com muita riqueza de informação e disponibilidade de ferramentas para criar, transformar e ser. Desejo aproveitar esse momento e causar mudanças nas pessoas através da minha expressão artística - seja qual ela for - coisa que atualmente não é certeira e definida, variando entre desenho, colagens, fotografia e outras que ainda estão por vir.