quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Uma poesia foda de E. E. Cummings, aquele lindo

O poeta americano E. E. Cummings (1894-1962) começou a escrever aos cinco anos de idade. Depois de estudar latim e grego em Havard, dedicou a vida inteira exclusivamente à poesia, ficando conhecido pela forma gráfica inusitada dos seus poemas, fator que diferencia suas poesias das demais. O poema impresso é como a notação da música em uma partitura, realizada pela declamação pública, ou silenciosa. Com Cummings, as coisas jã não são assim. Pela sua disposição gráfica arrojada, o poema se realiza (se atualiza) em algo que se poderia chamar de leitura visual, a qual deve proceder uma montagem capaz de tornar o poema legível - em mais de um sentido - em voz alta ou baixa. Como por exemplo:

"Beautiful


is the
unmea
ning
of(sil


ently)fal


ling(e
ver
yw
here)s


Now"



Já o poema a seguir, é o que eu escolhi para ler na aula:

"já que sentir é primero
quem dá alguma atenção
à sintaxe das coisas
nunca a beijará por inteiro;

em ser inteiramente louco
enquanto a Primavera está no mundo

meu sangue aquiesce,
e o beijo é fado melhor
que a sabedoria
moça juro por todas as flore.        Não chore
-o melhor meneio de minha mente não
vale o bater das suas pálpebras dizendo

nascemos um para o outro:então
sorria,caisa nos meus braços
pois a vida não é um parágrafo

E a morte a meu ver não é um parêntese"



(Tradução: Adalberto Müller)

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